Cummins faturou US$ 12,2 bilhões no 1S21, 38% a mais

  • por | publicado: 3/08/2021 - 21:53 | atualizado: 4/08/2021 - 19:19

Cummins está no Brasil há cinco décadas - Foto: Divulgação/Guarulhos (SP).

O Grupo Cummins, líder global em fabricação de motores diesel para caminhões, equipamentos agrícolas e geração de energia, encerrou os seis primeiros meses de 2021 com receita líquida consolidada de US$ 12,203 bilhões. O resultado representou, portanto, crescimento nominal de 37,68% em comparação com o período de 2020, quando faturou US$ 8,863 bilhões. O lucro líquido atribuível à Cummins Inc. apresentou, entretanto, salto de 52,85%, ou seja, de US$ 787 milhões para US$ 1,203 bilhão.

Mas, cabe considerar que a base de comparação, em 2020, pega parte do ápice da crise econômica global por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Além disso, o balanço semestral, encaminhado nesta terça (03/08) à Nyse (Bolsa de Valores de Nova York), mostra que a Cummins ainda não conseguiu reverter custos com as vendas dos produtos. No 1S20, por exemplo, consumiriam 75,35% (US$ 6,679 bilhões) da receita líquida. Neste semestre, comprometeram 75,71% (US$ 9,239 bilhões).

Cummins cresceu em todos mercados

A Cummins, fundada em 1919, está presente em 190 países e territórios e emprega 57.800 pessoas. A Cummins Brasil, foi criada em 1971, em Guarulhos (SP). A marca opera rede mundial de atendimento com mais de 500 pontos (joint ventures e distribuidores independentes) e outros 9.000 de revendas certificadas.

Cummins monta motores para veículos e grupos geradores de energia – Foto: Cummins/Divulgação

A empresa, com sede em Columbus, Indiana, dividiu as receitas líquidas, de US$ 12,203 bilhões, com a seguinte “geografia do cliente”:

  • EUA, US$ 6,323 bilhões (+34% – variação 1S21/1S20);
  • China, US$ 1,789 bilhão (+34%);
  • Índia, US$ 547 milhões (+28%); e,
  • outros, US$ 3,544 bilhões (+37,7%).

Cummins está, operacionalmente, confortável

Mas, em medidas internas, o balanço da Cummins demonstra resultados na estrutura operacional para o médio e longo prazos. Em 4 de julho (data do balanço semestral), o ativo circulante (receitas previstas para realizar no exercício fiscal) era de US$ 11,931 bilhões. Isso, então, traduz que a companhia não retrocedeu em relação a 31 de dezembro, quando contabilizou naquela rubrica US$ 11,897 bilhões. Para o longo prazo (a partir do próximo exercício fiscal), o ativo estava em US$ 22,608 bilhões, no final do 1S21, e, em 31 de dezembro, era de US$ 22,624 bilhões.

As contas do passivo circulante (exigível no exercício atual), no 1S21, eram de US$ 6,604 bilhões, e, em 31 de dezembro, de US$ 6,335 bilhões. Apresentaram, portanto, pequena variação em relação ao ativo circulante: 41,99% e 53,24%, respectivamente. Portanto, traduz tranquilidade operacional para a companhia.

Patrimônio líquido menor

A conta de lucros acumulados da fabricante norte-americana registrou ganho de US$ 809 milhões: US$ 16,228 bilhões (1S21) e US$ 15,419 bilhões (31 de dezembro). Mas, no patrimônio líquido houve perda de US$ 196 milhões: US$ 7,866 bilhões (1S21) e US$ 8,062 bilhões (31 de dezembro).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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