Governo fará pechincha com os aeroportos; desinteresse

  • por | publicado: 31/08/2020 - 12:52

Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, já foi relevante na aviação comercial do país, até a transferência dos voos para Confins - Foto reprodução da TV

Diante dos estragos da pandemia da Covid-19 na economia global e, portanto, pouco interesse, o Governo brasileiro reduzirá os preços mínimos nos editais dos leilões de 22 aeroportos. A meta da Secretaria Nacional de Desestatização é oferecer os terminais, em três lotes até o final do 1º trimestre de 2021.

Todavia, de acordo com nota, nesta segunda (31/08), do portal Exame, analistas preveem que os investidores não se sentirão atraídos. Esses aeroportos são administrados pela estatal Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

O pouco interesse por esses ativos seria a retração dos negócios da aviação comercial, com perdas acima dos 90% nos voos internacionais. Além disso, os negócios da aviação comercial só em 2024 retomariam patamares de antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Os editais preveem prazos de concessões por 30 anos

Apesar de noticiada de forma ampla, a Covida-19, foi só foi oficialmente admitida pela China em dezembro de 2019, na província de Wuhan. Em fins de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS – da ONU) reconheceu que o mundo estava diante de uma pandemia.

Oportunidades em aeroportos

Na semana passada, Infraero deu conhecimento da abertura de consultas para “oportunidades comerciais” especificamente para os aeroportos Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio. São áreas externas e internas no terminal da capital fluminense, e, internas, no paulistano.

As propostas podem ser apresentadas até o dia 10 de setembro. As vencedoras serão conhecidas até dez dias após.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.