Marcopolo abre filial em Minas atraída pelos fretamentos

  • por | publicado: 8/12/2020 - 11:17 | atualizado: 9/12/2020 - 13:59

Ônibus da montadora Marcopolo da linha BioSafe - Foto: Divulgação/Marcopolo

A Marcopolo S.A., de Caxias do Sul (RS), abriu, na segunda (07/12), uma filial em Contagem (MG). O crescimento no segmento de fretamento corporativo, com peso na mineração e agronegócio, teria motivado a empresa. Neste ano, as vendas em Minas Gerais, até o presente, foram ao redor de 400 unidades, informou a empresa. Marcopolo tem e ações do capital social listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e lidera no mercado nacional de carrocerias de ônibus.

Mas, essa expansão – possui filiais em SC, PR, SP e RJ – pela Marcopolo não é fruto apenas do crescimento em Minas. É, também, parte bolo de ações para superar perdas com a recessão global causada pela Covid-19. Todavia, incluiu também o fechamento da unidade de Duque de Caxias (RJ), em outubro. Assim, o Grupo Marcopolo fechou três plantas em quatro anos, contando com Três Rios (RJ), em 2016, e Planalto (Caxias do Sul), em 2017.

A pandemia do novo coronavírus surgiu em Wuhan, na China, em dezembro passado, portanto, há um ano. Situação no país, em 07/12/2020.

A política de vendas e marketing da empresa incluiu algo incomum a um fornecedor de bens capital: publicidade típica de varejo, direcionada ao consumidor final. A Marcopolo faz mídia de seus veículos da linha batizada “BioSafe”: equipada com sistema de higienização preventiva à expansão da Covid-19. Ou seja, agregou marketing comum às redes de varejo – farmácias, supermercados, magazines etc.

Queda de 22% em unidades

A Marcopolo é uma multinacional. Seu parque tem instalações no país (duas em Caxias do Sul e São Mateus – ES) e 11 no exterior (Argentina, México, China, África do Sul, Colômbia e Austrália). No 3T20, sua produção no país e exterior de foi de 3.422 unidades, portanto, inferior 12,8% ao 3T19. No país, com 3.064, queda de 7,1%. Porém, a participação de mercado interno cresceu, do 3T19 para 3T20, de 48,8% para 55,7%. Mas, claro, deve-se considerar que vendeu menos.

No acumulado dos nove meses, a Marcopolo montou 9.204 unidades, portanto, 22% inferior ao período de 2019. No país, o segmento produziu 12.435 ônibus, ou seja, queda de 27,4%.

Resultados negativos

A receita líquida consolidada das vendas da empresa gaúcha no período foi de R$ 836,5 milhões, inferior 22,6% ao 3T19. O resultado final, como consequência, negativo R$ 57,4 milhões, em contraposição ao lucro de R$ 33,9 milhões no 3T19.

Nos 9M20, a receita líquida da Marcopolo mostrou retração de 18,2%, para R$ 2,554 bilhões. Isso afetou a parte de baixo do balanço: prejuízo líquido de R$ 45,5 milhões, contra lucro de R$ 140,7 milhões no 9M19. Todavia, o patrimônio líquido, porém,ficou estável no final de setembro, de R$ 2.459 bilhões (-0,4%) em relação a julho.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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