Quarentena de Hong Kong, 21 dias; média mundial, 14

  • por | publicado: 10/12/2021 - 05:15

Ministros Saúde, Marcelo Queiroga (E), da Casa Civil, Ciro Nogueira (C), da Advocacia Geral da União (AGU), Bruno Bianco (D), durante a apresentação das medidas de Bolsonaro – Imagem: Reprodução YouTube.

A quarentena de cinco dias, como saída para abrir o Brasil a viajantes de fora não vacinados contra Covid-19, é um fiasco diante daquilo que é praticado no mundo. O Governo Bolsonaro impôs essa “solução”. Portanto, contrariou segmentos sociedade que defendiam a exigência do “passaporte da vacina”, em função da nova onda da pandemia, da variante ômicron.

Prevaleceu, então, a antiga linha negacionista do presidente Jair Bolsonaro. Ele faz campanhas sistemáticas contra a vacinação. E, por não ser vacinado, portanto, enfrentou constrangimentos, em setembro, durante a Conferência Geral da ONU, em Nova York (EUA).

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Mesmo que a quarentena fosse barreira efetiva para conter a expansão da pandemia da Covid, o período que o Ministério da Saúde baixou, de cinco dias, beira o ridículo. No planeta, a média é de 14 dias (duas semanas). Em Hong Kong, a administração chinesa local impõe 21 dias (três semanas). Além disso, o isolamento e monitoramento são funções do Estado, em todas etapas.

Hong Kong criou hotéis em contêineres nesses campos. Por conta do isolamento rigoroso imposto a integrantes de duas tripulações, a British Airways, do Reino Unido, suspendeu voos para a antiga colônia britânica. Relembre AQUI.

Riscos até o domicílio da quarentena

As medidas, portanto, baixadas pelo Governo Bolsonaro nascem na contramão dos governos sérios. Aqui, quem chegar sem comprovação da vacina, cumprirá quarentena em domicílio. Pouco importante fará conexões e viagens complementares de ônibus, até o destino final. Ou seja, eventuais situações de aglomerações do não vacinado, não foram consideradas nas tais medidas.

Além disso, a União transfere aos Estados e Municípios a responsabilidade da execução das medidas.

Baixaria em destaque lá fora

Mas, mais essa exposição internacional negativa do Brasil, patrocinada por Bolsonaro, não ficou nas decisões. O destempero dele, em discurso, na quarta (08/12), contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também batia pé pelo “passaporte”, foi alvo no exterior.

A DW (DW Brasil), agência de notícias e análises sobre o Brasil, por exemplo, destacou a baixaria do presidente da República contra a Anvisa: “De novo, porra?”. Leia AQUI.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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