Romi cobra R$ 37 mi por perdas no “Plano Verão”

  • por | publicado: 17/02/2020 - 22:52 | atualizado: 18/02/2020 - 00:11

Indústrias Romi cobra R$ 37 milhões por perdas com o "Plano Verão", no Governo Sarney (1985-1990) - Foto: Divulgação/Romi

A Indústrias Romi S.A. submeteu à Receita Federal, nesta segunda (17/02), outro pedido de “habilitação de créditos adicionais” aos já obtidos 2017 (dois) e em 2018. Desta vez, a Romi, um das principais indústrias de bens de capital do país, quer reaver R$ 37 milhões, também por perdas no “Plano Verão”. O plano impôs, por exemplo, expurgos inflacionários pesados (ver abaixo).

O valor, destaca nota da empresa, reflete impactos “sobre despesas de depreciação, amortização e baixas dos bens do ativo e a apuração dos respectivos tributos”. Esse reflexo cobre o período de 1997 e 2014. Se retornar o valor, o impacto será de R$ 27 milhões no lucro líquido da Romi, de acordo com a nota à B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), assinada pelo diretor de Relações com Investidores, Fábio Barbanti Taiar.

Romi levantou R$ 89 mil PIS/Cofins

Todavia, observa a Romi, o resultado está “sujeito à análise e deferimento (pela Receita)”. A empresa fez as compensações tributárias com os créditos anteriores. Em setembro, a empresa levantou R$ 89 milhões dos depósitos judiciais nos recolhimentos contestados de PIS e Cofins relativos à exclusão do ICMS.

O “Plano Verão”, decretado em janeiro de 1989, foi a terceira tentativa de controle de inflação pelo Governo Sarney (1985-1989). Era ministro da Fazenda o economista Maílson da Nóbrega (janeiro 1988 a março 1990).

Maílson assumiu com a inflação mensal de 16,51%, mas garantia que “seria suportável” em até os 18%. Porém, ao término do Governo Sarney, com Maílson na mesma pasta, chegou aos 84,31% ao mês (Fonte: IBGE). A inflação acumulada no Governo Sarney foi de 1.764,86% (IBGE).

Mesmo tendo conduzido o país à hiperinflação, Maílson, desde 1990, faz palestras (pagas) e escreve artigos com críticas aos fracassos dos governos. Federações filiadas à Confederação Nacional da Indústria (CNI) recebem o ex-ministro com frequência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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