Salto da ciência com brasileiros aponta Covid em 1 minuto

  • por | publicado: 7/01/2022 - 20:44

Sistema desenvolvido com participação de pesquisadores indica, em menos de um minuto, a presença de secreções nasofaríngeas – Crédito: Reprodução/Fapesp

Método com participação de pesquisadores brasileiros permite saber, em menos de um (01) minuto, a presença do SARS-CoV-2 (vírus da família dos coronavírus) diretamente em swabs (cotonetes) nasais. Estes swabs são aplicados na coleta de amostras de secreções nasofaríngeas, que permitem testagem para diagnóstico de Covid-19.

A base do novo método é derivação de outra tecnologia, de sistema de detecção e diagnóstico de câncer, desenvolvido por pesquisadora brasileira. A notícia foi veiculada nesta sexta (07/01) pela Agência Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp).

Carona contra Covid apoiada em outros domínios

Esse salto nas pesquisas para detectar a infecção envolve pessoal da Universidade São Francisco (USF), da Universidade do Texas, em Austin (EUA) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mas, tem embutido viés com presença de pesquisadora brasileira em outra área: tecnologia desenvolvida pela brasileira Lívia Eberlin, da Universidade do Texas.

De acordo com notícia da Agência da Fapesp, Eberlin baseou seu método “em espectometria de massa – técnica que permite discriminar substâncias em amostras biológicas de acordo com a massa molecular”.

Validação de 83,5%

O novo método para detectar SARS-CoV-2 foi batizado de caneta MasSpec Pen. A coleta das moléculas biológicas da superfície de uma amostra de tecido se dá com uso de dispositivo de plástico em formato de caneta e esterilizável.

A pesquisa envolveu coletas de amostras de 244 pessoas em testes para Covid-19. Os resultados das pesquisas apontaram “previsão de validação cruzada de 83,5%“.

O desenvolvimento do sistema da caneta MasSpec Pen recebeu apoio da Fapesp, do Governo de São Paulo. Está detalhado em artigo publicado na revista Analytical Chemistry.

Acesse AQUI a notícia da Fapesp. E, AQUI, a íntegra do artigo.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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