Mais uma promessa do metrô de BH cai no vazio, mas tema terá destaque na eleição

Presidente Jair Bolsonaro (esq.) e prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil

Presidente Jair Bolsonaro (esq.) e prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil

Não deu nem para sentir o gosto. A nova promessa de que as obras do metrô de Belo Horizonte iriam andar, dessa vez feita pelo presidente Jair Bolsonaro, virou pó em menos de 24 horas. Mas a novela vai se arrastar e o tema, como em anos anteriores, estará de volta nessas eleições.

Os mais apressados que quiseram tirar uma casquinha da anunciada verba para mais um trecho do metrô da capital, que já se arrasta por anos, deram com os burros n´água. “Agora, podem acreditar: vai se tornar realidade“, celebrou o ministro do Turismo, deputado Marcelo Álvaro Antônio, que tem no Barreiro, região que seria beneficiada com a obra, seu principal reduto eleitoral.

“Parabéns, Belo Horizonte. Conseguimos uma grande vitória”, comemorou o senador Carlos Viana (PSD), do mesmo partido do atual prefeito Alexandre Kalil. Mais cauteloso, o prefeito, ao comentar a possibilidade em suas redes sociais, foi mais lacônico: “vamos aguardar”.

Jeito criativo?

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, um dos preferidos do presidente Bolsonaro, também ficou também mal na história. “A criatividade e a determinação do @MInfraestrutura @tarcisiogdf viabilizará a linha 2 do metrô de BH. – A indenização relativa à devolução de trechos antieconômicos da Ferrovia Centro Atlântica será empregada no segmento Calafate/Barreiro, antigo sonho dos mineiros”, disse do presidente em uma rede social.

O jeito criativo do ministro Tarcísio, entretanto, foi bombado pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes em poucas horas. Para que a verba anunciada, de R$ 1,2 bilhão, seja usada no metrô de Belo Horizonte, ela precisará ser incluída no orçamento. Ou seja, o assunto voltou para a estaca zero.

Para alguns políticos da capital que têm a obra do metrô como bandeira, não deixa de ser uma boa notícia. Eles vão continuar, na campanha que começa nos próximos dias, a prometer que vão resolver o problema. Infelizmente, não vão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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