Deputada Alê Silva acusa “alguém” de usar serviços postais em seu nome

Deputada Alê Silva (PSL-MG) nega que tenha usado verba da Câmara para serviços postais, tipo de serviço que ela classifica como "privilégios e mordomias" dos parlamentares. Foto - Agência Câmara

Deputada Alê Silva (PSL-MG) nega que tenha usado verba da Câmara para serviços postais, tipo de serviço que ela classifica como "privilégios e mordomias" dos parlamentares. Foto - Agência Câmara

A deputada federal Alê Silva (PSL- MG) afirmou hoje, em e-mail enviado ao Além do Fato, que não fez uso dos serviços postais, como demonstrado no site da Câmara dos Deputados, e acusou “alguém”, que teria agido “de má fé ou por equívoco”, de fazer uso indevido da verba. Esse “alguém”, de acordo com a parlamentar, teria lançado o gasto em sua quota, “uma vez que para isso acontecer não há a necessidade dos comprovantes de despesas passarem pelas minhas mãos”.

Na última sexta-feira, o Além do Fato publicou matéria informando que a deputada registrou escritura pública, em 13 de agosto de 2018, em cartório de Ipatinga, anunciando que abriria mão, se eleita, do que ela classificou como “mordomias e privilégios”, entre eles o uso de serviços postais.

Mas, conforme o próprio site da Câmara dos Deputados, em outubro deste ano a deputada teve um gasto de R$ 1.425,84 com serviços postais. Como registrou o Além do Fato, a deputada não cometeu nenhuma irregularidade. Apenas não teria cumprido o compromisso público de abrir mão do que ela chama de “privilégios e mordomias”.

Site da Câmara mostra despesas gastas pelo gabinete da deputada Alê Silva em outubro/2019

“Má fé ou equívoco”

Declaro aqui, em alto e bom tom, que não fui eu quem fez uso deles [serviços postais]. Alguém, de má-fé ou por equívoco, fez uso destes serviços e lançou em minha quota, uma vez que para isso acontecer não há a necessidade dos comprovantes de despesas passarem pelas minhas mãos”, afirmou Alê Silva, que anunciou também que hoje, às 8h, determinou uma investigação para que o fato seja apurado.

Por hora até agradeço ao portal [site Além do Fato] por ter feito essa denúncia, pois com isso me alertou e as devidas providências já estão sendo tomadas. Assim que as investigações chegarem num veredicto, o que não deve demorar, o responsável terá que devolver os recursos para a Câmara, será exemplarmente punido e o seu site será o primeiro órgão de imprensa a ser informado de todos os detalhes”, explicou a deputada, ressaltando que a investigação “está sendo feita com muito cuidado, pois pode custar o emprego de alguém”.

Alê Silva também respondeu outros questionamentos que haviam sido feitos pelo Além do Fato e afirmou que não utiliza nenhum outro serviço que, na escritura pública, ela classificou como “privilégios e mordomias”, como apartamento funcional, auxílio-moradia, plano de saúde especial, veículo oficial.

Eu estou fiel e estou cumprindo com todo (sic) o que foi firmado na minha escritura pública de compromisso com o cidadão e sou uma das deputadas que menos despesas geram para o erário público (sic)”, assinalou a deputada na mensagem enviada ao Além do Fato. Ela disse ainda que no primeiro semestre deste ano conseguiu economizar, da sua verba de gabinete, R$ 183.426,26. “Enquanto que outros gastam até o talo e não economizam um centavo sequer”, ressaltou.

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