“Eleição é o seguinte: fez boa gestão está eleito”, afirma prefeito Kalil

Alexandre Kalil intensifica ações para conseguir se manter como prefeito da capital mineira. Foto: Alem do Fato 01.08.2019

Alexandre Kalil intensifica ações para conseguir se manter como prefeito da capital mineira. Foto: Alem do Fato 01.08.2019

Com um discurso que tinha como principal mote o “chega de política”, Alexandre Kalil (PSD) entrou na disputa como azarão e foi eleito em outubro de 2016 prefeito de Belo Horizonte. Com 2 anos e meio de gestão, não esconde, tomou gosto pela política. Tanto é verdade que anuncia abertamente que será candidato à reeleição, ainda que tenha pela frente um ano e meio de mandato.

E parece ter encontrado a receita infalível para os políticos que buscam a reeleição. “Eleição é o seguinte. Fez uma boa gestão, está eleito. Fez uma má gestão, perdeu. É simples assim”, disse o prefeito, embora tenha se recusado a dizer se considera a sua gestão como boa. “Isso deixo para o povo”, assinalou, comentário clássico de políticos.

Planos mais de longo prazo, como a possibilidade de disputar o governo de Minas em 2022, ele diz não querer fazer. Mas está evidente que elegeu seu principal adversário político: o governador Romeu Zema (Novo), a quem critica por atrasar repasses para a prefeitura, em especial para a saúde, por não dialogar com a Assembleia Legislativa e por não ter conseguido montar uma equipe que o ajude a resolver a grave crise financeira que o estado atravessa.

“Governador está sozinho”

E o atraso dos recursos para a saúde para Belo Horizonte é o principal motivo de irritação do prefeito com o governo estadual. Apesar de dizer que não quer brigar e nem fazer política, age em sentido contrário. “Uai, eu estou atendendo 65% da população dele, que tá sentado lá com salário e jeton e jogando as contas nas minhas costas”, disparou, em referência ao secretário de estado da Fazenda, Gustavo Barbosa, a quem cabe repassar os recursos para a prefeitura.

“Paga a sua parte e deixa o interior vir que eu seguro”, acrescentou. O prefeito reclama que 65% dos atendimentos feitos, hoje, na rede de saúde do município de Belo Horizonte, inclusive nos postos de saúde, são de pacientes do interior. E esse custo está sendo bancado sem o repasse obrigatório do Estado ao município.

“Quer saber minha opinião? O governador está sozinho. E está sozinho porque quando você tem um problema, você tem que chamar para a mesa alguém que sabe mais que você”, disse o prefeito para os editores do site Além do Fato (Nairo Alméri, Orion Teixeira e Ricardo Campos) na última quinta-feira, em seu gabinete na sede da prefeitura. Quando perguntado se o governador não tem em sua equipe alguém que saiba mais do ele, foi taxativo: “Não”.

Imerso numa crise financeira de proporções gigantescas, com atraso no pagamento dos servidores, fornecedores, déficit crescente, o governo do Estado espera conseguir aderir ao Plano de Recuperação Fiscal do governo federal, o que poderia dar um certo alívio ao caixa. Mas o prefeito Kalil foi categórico ao comentar o assunto:

“Não vai passar na Assembleia”, disse, em referência ao plano do governo Zema de privatizar a Cemig e a Copasa (uma exigência do governo federal para aderir ao pacote fiscal), e que precisa contar com o voto de pelo menos 48 deputados estaduais. Quando questionado com base em que informações ele fazia afirmação tão taxativa, respondeu: “eu converso com os deputados. Além de tudo, vai contra a Constituição de Minas”.

Durante a entrevista, que durou 1 hora e 18 minutos, Kalil disse que não daria conselhos ao governador, mas o fez por algumas vezes. Na última delas, já no final da conversa, afirmou, se referindo ao governador Romeu Zema: “Ele precisa conversar. Isso é conselho. E se fosse bom, a gente cobrava. Tem que conversar”.

Desde quinta-feira à tarde, o Além do Fato vem publicando trechos da entrevista feita com o prefeito Alexandre Kalil. Hoje, fazemos abaixo uma síntese dos principais temas tratados com o chefe do Executivo estadual. abaixo:

Maiores desafios da gestão

O desafio principal é que nós pegamos a Prefeitura de Belo Horizonte na maior crise (financeira) da história de Minas e do Brasil. Eu fico imaginando como foi bom ser prefeito de Belo Horizonte na época das vacas gordas. Eu peguei a prefeitura devendo R$ 400 milhões.

E a saúde deveu fornecedor durante 18 anos consecutivos. Hoje, renegociamos todos os contratos, alguns com quedas de até 40%, justamente porque não atrasamos pagamento. Isso à custa de quê? Às custas de uma reforma administrativa aprovada na Câmara, com uma redução brutal de secretarias, um limite de gastos com funcionalismo, a abertura de uma conversa do Planejamento com os sindicatos, abrindo as contas da prefeitura e mostrando a situação; enfim, um planejamento macro governamental que deu certo.

O que faz com o funcionalismo público? se houver aumento (de receita), vocês terão aumento; se não houver aumento, não terão aumento.  Então, esse mar de tranquilidade, entre aspas, não é da prefeitura; ele foi criado pela prefeitura. Não por mim, mas por uma equipe.

Segredo do equilíbrio financeiro da prefeitura

Há uma gestão rígida. Não tem situação confortável. Tem situação de planejamento muito rígido. Nós estabelecemos que não teremos novos investimentos esse ano. Fechamos 13 secretarias. As regionais tinham status de secretaria. Salário, gente, estrutura. Hoje, elas fiscalizam e ouvem a população das regiões. Fechamos secretaria de Governo e estamos numa guerra de diminuir privilégios.

Gastos com saúde

O volume constitucional da saúde, que é de 15%, na prefeitura é de 25,1%. Pra se ter uma noção do investimento que é feito em Belo Horizonte. Acabou o Estado de Minas Gerais, que está liquidado. Os planos de saúde estão liquidados pela crise que assola o país. E a saúde não teve reajuste.

O tripartite (distribuição dos recursos entre União, Estados e municípios) do Hospital do Barreiro, por exemplo: seria 50% do governo federal, 25% do governo do Estado e 25% da prefeitura. Como não há reajuste, inflação, IPCA, os 50% da União viraram 43%, 25% do Estado não estão chegando (zero).

E a dívida do Estado para com a prefeitura, só este ano, na saúde, é de R$ 94 milhões. Então, a prefeitura coloca 57% (no hospital). O grande presente de prefeito do interior é ambulância. Fazem a ambulancioterapia para jogar dentro de Belo Horizonte.

Atrasos do governo para a saúde de BH

Os R$ 520 milhões (dívida do governo anterior) eu já disse pessoalmente ao governador que eu posso ser o último a receber. Estou falando de 2019. Primeiro, eu não tenho obrigação de assinar nada (acordo com o Executivo estadual) porque eu não fui chamado pra discutir nada em nenhuma reunião. A prefeitura de Belo Horizonte ficou alijada do processo do acordo.

A capital, o maior município do Estado, não participou da mesa do acordo. Mas eu disse ao governador que, dos R$ 5 bilhões que ele deve aos prefeitos do interior, um pouco mais de 10% dessa dívida é de Belo Horizonte, que ele poderia nos colocar por último. Mas ele está querendo atrasar de 2019.

Eu estou cobrando a conta dele, do governo atual. A singeleza do atraso de janeiro corresponde a R$ 250 milhões de repasse para a prefeitura de Belo Horizonte. E o dinheiro da saúde. O que eu quero é que me repasse a saúde.

Decreto da Morte

Saiu decreto esses dias adiando (cirurgia) eletiva no Estado. Isso é morte, gente! Eletiva é tumor cerebral, cirurgia cardíaca. Então, está decretado que vai morrer gente. É decreto. Isso é maluquice. Não se decreta uma coisa dessas. Vamos tentar fazer o que pode.

Tenho um hospital (do Barreiro) que é de porta fechada, que é para isso. Eu continuo (fazendo as cirurgias eletivas), além do Odilon Behrens, não paramos. Agora, saúde é infinito. E quando você mata o segundo estado da federação, correm para onde? Para onde tem. E agora não querem pagar a parte deles aqui? A que ponto vamos chegar?

Vamos sentar segunda-feira. Eu garanto que não é o meu estilo ficar parado vendo gente morrer. Pode ser estilo de quem vem do Rio de Janeiro; meu não é.

Kalil chama ato de Zema na saúde de “decreto da morte”

Como resolver crise na saúde

O certo seria o apoio (do governo) ao interior. Se apoiar o interior, não vem para cá. E que pague os convênios. Mais nada. Essa briga que estou tendo aí não é pedindo mais. É pedindo 2019, do que é dever e dívida do Estado. Além desse quadro todo agravado, temos uma dívida de R$ 100 milhões e um repasse obrigatório de R$ 250 milhões até o final do ano.

Como é que fazemos? Nós planejamos. Nós sentamos e fazemos “lé com cré”. Não podemos fazer cara de paisagem para um drama desses. Ah, mas o Kalil briga, ele é estúpido, ignorante. Eu trabalho dentro de uma lógica. Uma lógica da razoabilidade.

Ah, andar de avião, de helicóptero, dar jeton para secretário, isso não me interessa. Não tenho nada com isso. Isso foi um erro, ou sei lá o quê…Agora, sentar lá e falar: segura a onda aí pra mim com cara de paisagem e um secretário da Fazenda do Estado (Onofre Barbosa), que eu respeito, solta uma nota dizendo que eu sou igual aos outros? Uai, eu estou atendendo 65% da população dele, que tá sentado lá com salário e jeton e jogando as contas nas minhas costas e nas costas do Fuad (Noman, secretário municipal de Fazenda). Isso que não pode.

Eu não quero brigar, fazer política, demagogia. Eu quero o razoável. Eles não estão mandando 65%? Então pode pagar a sua parte e deixa o interior vir que eu seguro. E a justiça não pode ver gente morrendo na rua e me mandar pagar em precatório, né.

Obras na cidade

Não fiz (obras grandes) porque falei que não ia fazer. Mas para conhecimento, hoje temos R$ 800 milhões de obras já nas ruas sendo executadas, e mais R$ 1,1 bilhão aprovados na Caixa Econômica Federal. Apesar de eu não ter prometido, vamos entregar, ao final do governo, R$ 2,5 bilhões de obras. Obras de saneamento, bacias de contenção. Não tenho problema em fazer obra enterrada. Ao contrário, só estamos fazendo obra enterrada, porque não podemos mais viver sem saneamento básico. Esse é um erro que está sendo cometido por anos. A gratidão da pessoa que recebe um saneamento básico é muito maior do que a que passa em cima do viaduto.

O que não fez como prefeito e que gostaria de ter feito

O que eu não fiz foi a ampliação do serviço de saúde. Não consegui ampliar o serviço; consegui melhorar o serviço. Construir é bobagem, é barato. O problema é manter. A cada cinco meses em poderia construir um hospital do Barreiro. Ele custa quase R$ 30 milhões/mês (o hospital foi construído com cerca de R$ 150 milhões). Vamos trocar e reformar até o final do meu mandato 40 postos de saúde. Mas o que acontece? Vamos melhorar os postos existentes. Jogar no chão e fazer um novo, como já está lá no Cabana, que é o primeiro. Eu aumento a qualidade do serviço, mas não aumento substancialmente o serviço.  

Lei Kandir

Existe um erro de foco. Isso é uma ordem do Supremo Tribunal Federal (pagar). Então, houve um erro de foco, de como pagar. Viabilizar o pagamento. Estou falando como comercial. Se eu fosse o governador passado ou esse, eu falaria: deve? deve. Não pode desobedecer a uma lei. Então, vamos negociar como é que vocês vão pagar. Ora, uma mineração enterra 300 pessoas, um presidente da República vem visitar e não deixa nenhum tostão aqui? O que é isso? O presidente veio aqui visitar o quê? Corpo soterrado? E mandou 15 israelenses para cá.

Como resolver dívida do Estado com os municípios

Emitir ações da Cemig e da Copasa, preferenciais, o que não tira o poder do governo de ser majoritário, e pagar os municípios com ações da Cemig e da Copasa. Acabou o assunto, está resolvido. Não quer privatizar? Se privatizar não é para pagar dívida? Por que não paga? Nem precisa de autorização da Assembleia, porque não seriam as ações ordinárias. Até isso nós estudamos. Porque as ações não são ordinárias. Eu propus isso ao governo, na reunião para resolver a saúde.

Programa de Recuperação fiscal

Não vai passar na Assembleia. Eu converso com os deputados. Eu estou no meio, agora. Além de tudo, vai contra a Constituição de Minas (a venda das estatais). Primeira coisa que a Assembleia está precisando é de diálogo. Eu dou exemplo aqui: eu tenho a maioria, uma maioria folgada na Câmara, porque aqui não tem tempo de três minutos para o vereador não. Eles entram aqui e fazem agenda com o prefeito.

Kalil manda Zema vender ações da Cemig e Copasa

Dívida de MinasD

Tem que sentar, conversar, entregar alguma coisa para Assembleia e dizer. Está aqui, a bola está com vocês. O Bolsonaro fez isso lá na Câmara com a Previdência. Isso é questão política. Quem sou eu para dar solução para o Estado. Se eu quisesse dar solução para o estado eu seria candidato ao governo.

Conselho ao governador

Dialogar, conversar. Trazer para o lado dele a Assembleia. Nós todos estamos interessados em salvar o estado. Apostar no quanto pior melhor, é queda de arrecadação para a prefeitura. Ele precisa de conversar. Isso é conselho. E se fosse bom, a gente cobrava. Tem que conversar.

Solidão de Zema

Quer saber minha opinião? O governador está sozinho. E está sozinho porque quando você tem um problema, você tem que chamar para a mesa alguém que sabe mais que você. Aqui na prefeitura tudo é tratado assim. Seu eu for tratar de educação, eu tenho que chamar a professora Ângela, que entende mais de educação do que eu; se eu vou tratar de saúde, eu vou chamar o Jackson, que entende mais de saúde do que eu. De problema financeiro eu vou chamar o Fuad. Eu tenho equipe.

Avaliação do governo Zema

O governo do Estado está com R$ 5 bilhões das prefeituras do interior. Aumentou a arrecadação em mais R$ 1,3 bilhão. Não repassou mais um R$ 1 bilhão, em janeiro. Eu disse na reunião com a equipe do Zema: cara de paisagem não, gente! Com gente morrendo vamos fazer cara de paisagem? Nós vamos escolher quem vai morrer? Então, em relação à prefeitura de Belo Horizonte, está (o governo) indo muito mal. Eu não faço cara de paisagem para problema.

A nova e a velha política

Eu cheguei na minha campanha e expliquei: a política que eu não aceito é a de ter 300, 400, 500 funcionários de vereador aqui dentro (da prefeitura). Então, não tem nenhum. Nenhum. O que estou fazendo é a velha política. A nova política é que não serve. Essa cidade não foi construída dando cargo para político.

Essa cidade foi construída dando obra. Dando praça, rua, saneamento. Então, existe um grande erro. Eu quero fazer a política velha. Porque a nova é que está errada. Porque quando você emprega 600, você não tem que receber vereador aqui, porque você já está fazendo o que ele quer. Se você não recebe o vereador, você não recebe o recado da rua, o que a população está precisando.

Na verdade, o vereador, o deputado, é o ouvido. Ele trabalha, sem querer, para o governador e o prefeito. A velha política é que é a certa. A que o Osvaldo Pinheiro Sette fazia aqui. Que Juscelino Kubitscheck fazia aqui. E a nova política? É a troca de favor, a corrupção. Então, é o contrário. Essa cidade não foi construída dando emprego para ninguém não; foi construída fazendo obra. Isso é um equívoco. Eu já disse isso mais de uma vez. Esse país foi construído pela política antiga. De Getúlio, Juscelino, de Milton Campos, Benedito Valadares.

Emenda parlamentar

Olha, chegamos num ponto em que emenda parlamentar virou crime. Não há nada mais saudável do que a emenda parlamentar que chega na ponta. Ah, é toma lá, dá cá. Uai, mas se o dinheiro do governo não servir para entregar para o deputado, para o deputado jogar lá na ponta para a cidadezinha dele, ou no estado, caso do governo federal, esse dinheiro vai para onde? Vai ser consumido naqueles prédios enormes, ícones do atraso que tem lá em Brasília? Isso é que é certo?

Então, e emenda parlamentar virou crime. Eu dar uma obra num córrego para o vereador, um saneamento, uma praça, estou fazendo errado? O certo é dar emprego aqui dentro? Tinha vereador aqui com 350 pessoas. É isso que eu falei que chega. Quem cuidava da BHTrans não entendia nada. Agora, quem cuida de saúde é médico. Quem cuida de finanças é economista. Quem cuida de escola é professora.

Candidatura à reeleição

Sim, é verdade (que será candidato à reeleição). Agora, vamos ter o que mostrar. Até a eleição você vai ter assistido televisão quatro anos. E você não escutou nenhum escândalo na prefeitura de Belo Horizonte. Nenhuma coisa errada. Não viu faltar um remédio.

Ah, mais é o melhor prefeito do mundo, fez tudo, é lindo, é maravilhoso? Não. Agora, tem obra para mostrar e nós vamos mostrar. E muito. Colocamos 30 mil alunos na sala de aula. A cada dia que um belo-horizontino acordou, foram contratados três profissionais de saúde (médicos, dentistas, enfermeiros).

Escolha do candidato a vice-prefeito

Não converso sobre o vice com ninguém e não autorizo nenhum político vir aqui pedir a vice. O meu vice está na minha cabeça. Eu não converso com ninguém, com nenhum político, com nenhum partido. Quem quiser escolher o meu vice pode ir para o outro lado. O meu vice é escolha pessoal do prefeito. Não dou autoridade para nenhum partido vir conversar comigo sobre esse assunto.

Eu tenho várias pessoas que poderiam ser. Eu estou avaliando. Eu não vou é compor, por interesse de ser eleito, de entregar a cidade para quem eu acho que não tem capacidade de tocar. Isso não faz parte do meu temperamento. O vice não é negociação política. Quem vier para cá pensando em vice não precisa nem vir.

Kalil: “Sou candidato à reeleição e não aceito negociar meu vice”

Experiência como prefeito e como político

Estou (gostando de ser prefeito). Sou muito de operação. Eu tenho um núcleo político para cuidar dessa parte, porque eu sou muito de buscar o dinheiro, buscar o financiamento, de ir a Brasília para isso. Eu não faço visita, não faço reunião política. Só vou para meter enxada e tirar minhoca.

Então, para visita de cortesia não precisa e eu não vou lá visitar o Bolsonaro. Nos ministérios fui buscar dinheiro. Esse é o meu mundo, o mundo que eu sei trabalhar. Quando fui candidato a prefeito estava aposentado. Mas me deu um ânimo. É legal você poder fazer. É bom, é bacana, é um desafio novo.

Candidatura ao governo

Se um dia eu me sentasse na cadeira da presidência do Atlético pensando em ser prefeito, eu ia ser uma porcaria de presidente do Atlético e uma porcaria de prefeito. O problema do Brasil é esse. Estou com problema para resolver segunda-feira, um problema de hospital, um problema de dinheiro, que gira em torno de R$ 250 milhões até o fim do ano, e eu vou pensar em eleição? Estão malucos? Eleição é o seguinte. Fez uma boa gestão está eleito. Fez uma má gestão, perdeu. É simples assim. o

Belo Horizonte e o turismo

Prefeito Kalil diz que “Rio de Janeiro é um lixo”

O país está desgraçado. O Rio acabou, perto de Belo Horizonte. O Rio de Janeiro é um lixo. Além de lixo, é um lixo violento. Nós não somos. São Paulo acabou. Você passa em São Paulo o ônibus está sujo, morador de rua debaixo do viaduto. O Brasil acabou. Quem escolhe o tipo de turismo da cidade é o povo, não é o poder público.

Então, o grande turismo de Belo Horizonte hoje é o Carnaval, que já é o terceiro carnaval do país, com taxa de ocupação dos hotéis de 70%. O poder público acha que pode tudo. Até escolher o que o povo quer como turismo. Todas as cidades viraram lixo, sem exceção. Curitiba virou um lixo. Porto Alegre virou um poço de violência. Ceará (Fortaleza) não se fala. Isso é crise econômica, é claro.

Kalil: povo pediu Carnaval, não turismo de negócios

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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