Frota, agora inimigo da família Bolsonaro, será primeiro a depor na CPI das Fake News

  • por | publicado: 28/10/2019 - 14:46
Deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado do presidente Bolsonaro, será primeiro político a depor na CPI das Fake News. Foto - Agência Câmara

Deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado do presidente Bolsonaro, será primeiro político a depor na CPI das Fake News. Foto - Agência Câmara

Ex-amigo e ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos, especialmente de Eduardo (deputado) e Flávio (senador), o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) será o primeiro político a depor, na quarta-feira, na CPI das Fake News, criada para, entre outras coisas, apurar a disseminação de notícias falsas na eleição de 2018 nas redes sociais e a atuação de milícias digitais.

Frota foi expulso do PSL após fazer duras críticas ao governo e a Bolsonaro. E após a expulsão as críticas só vêm aumentando. Em discurso recente na tribuna da Câmara, Frota disparou: “Temos um presidente, que ajudei a eleger, infelizmente trabalhando com uma equipe de vigaristas”, disse ele.

O parlamentar também perguntou ao presidente Bolsonaro se a Polícia Federal, que fez busca e apreensão na casa do presidente do PSL, Luciano Bivar, fará o mesmo contra o senador Flávio Bolsonaro, contra o ex-policial Fabrício Queiroz e contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (veja vídeo abaixo).

“Do mesmo jeito que eu te coloquei aí, vou trabalhar para te (sic) tirar”, ameaçou o parlamentar, que fará parte da CPI como novo integrante do PSDB. Outros ex-aliados de Bolsonaro muito aguardados na CPI são os deputados federais Joice Hasselman (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso demitida por Bolsonaro, e Delegado Waldir (PSL-GO), ex-líder do partido na Câmara, destituído do cargo pelo presidente e seu filho Eduardo – hoje o novo líder.

Joice tem acusado os filhos do presidente – Carlos, Eduardo e Flávio – de chefiarem um grupo com 1,5 mil perfis falsos nas redes sociais para disseminar notícias falsas e difamar adversários e aliados do governo, como ela mesma.

A CPI já convocou também auxiliares diretos do presidente Jair Bolsonaro, como o secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, e o assessor especial da Presidência Felipe Martins, além de integrantes do chamado “gabinete do ódio”, um grupo que teria sido instalado dentro do Palácio do Planalto para produzir e disseminar informações falsas sobre adversários políticos.

A CPI ainda vai analisar pedido de convocação de Carlos Bolsonaro, vereador carioca e o filho responsável pelas redes sociais do presidente. Ou seja, o potencial de desgaste para o governo com a CPI parece gigante.

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