Prestes a ser julgado no CNMP, Deltan Dallagnol se cala sobre decisão do STF

Procurador Deltan Dallagnol pode ser julgado na próxima ter-feira pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por críticas a ministros do STF. Foto - Agência Brasil

Procurador Deltan Dallagnol pode ser julgado na próxima ter-feira pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por críticas a ministros do STF. Foto - Agência Brasil

Crítico das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que contrariam a Lava Jato, o chefe da operação, Deltan Dallagnol, nada falou sobre a decisão da Corte Suprema, tomada ontem, de proibir a execução da pena após condenação em segunda instância.

A cautela tem uma explicação: na próxima terça-feira, dia 12, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) poderá colocar na pauta pedido de punição ao procurador, feita pelo presidente do STF, Dias Toffoli. Em entrevista que concedeu à rádio CBN, Deltan disse que decisões tomadas pelos ministros Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski passam a mensagem de leniência com a corrupção.

“Os três mesmos [ministros] de sempre do STF que tiram tudo de Curitiba e que mandam tudo para a Justiça Eleitoral, e que dão sempre os habeas corpus, que estão sempre formando uma panelinha, assim mandam uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção”, afirmou o procurador na entrevista.

De acordo com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, integrantes do CNMP avaliam que o procurador pode ser condenado por 8 votos a 3. O destino de Dallagnol está nas mãos do procurador-geral Augusto Aras, que tem o poder de decidir o que entrará na pauta da reunião.

Entre as punições que Dallagnol pode receber estão: advertência, censura, suspensão e até demissão.

“Salva ladrões”

Nas redes sociais, entretanto, onde o procurador é muito atuante, o assunto não passou batido. Apesar de não ter comentado a decisão do STF, ele reproduziu tweet feito pelo procurador Roberto Pozzobon, também da Lava Jato, em que ele compara a decisão da Suprema Corte ao decreto “Salva Ladrões”, na Itália, que libertou os criminosos presos pela operação Mãos Limpas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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