Banco Inter fará reestruturação acionária em 2021

Inter não quer mais ser avaliado apenas como um banco - Foto: Divulgação/Inter

As mudanças dentro Banco Inter, um dos primeiros digitais do país, tendem a ser mais frequentes. E está prevista mexida no quadro de acionistas. Essa é, portanto, a cultura do SoftBank. Via La BI Holdco LLc, com sede em Miami, o SoftBank detém 14,29% do capital total do banco do Grupo MRV (construtora). Ou seja, o banco brasileiro tem como acionista o maior investidor em inovação tecnológica do planeta.

O Inter entrará em fase de mudanças, que “vão além do posicionamento de marca e deverão desembocar em uma reestruturação societária no próximo ano”. Isso é o que informa, nesta segunda (05/10) o jornal Valor Econômico, ao entrevistar o presidente do banco, João Vitor Menin. O executivo é filho do empreiteiro Rubens Memin Teixeira de Souza, fundador da Construtora MRV.

Composição acionária no capital social do banco – Reprodução do Portal da B3 – atualização 18/9/2020

O jornal usou frase de efeito do banqueiro no título da entrevista: “Inter quer ‘deixar de ser banco’, mira em ecossistema e prepara reestruturação”. Nas mudanças pretendidas pelo Inter, que manterá os mesmo serviços de um banco, estão turbinar áreas de investimentos e comércio eletrônico.

Inter no vermelho no 1S19

No balaço do 1S20, o Inter exibiu R$ 405,712 milhões em receita da intermediação financeira. Portanto, crescimento de 8,% em relação ao 1S19. Mas, não foi suficiente para evitar o prejuízo líquido de R$ 9,572 milhões, revertendo, pois, o lucro de R$ 45 milhões no 1S19.

O patrimônio líquido do banco de Rubens Menin ficou menor 3,91%, fechando em R$ 2,115 bilhões. A conta de ativo, porém, cresceu 23%, totalizando R$ 12,373 bilhões.

Vitor Menin diz que o Grupo MRV quer, por exemplo, que Inter seja avaliado de forma diferente pelos detentores das 7 milhões de contas. “Montamos um ecossistema bacana, para estarmos presentes em todas as etapas do dia de uma pessoa. Transferir dinheiro, comprar, usar o telefone...”.

Verdade, todavia, é que há um antes e um depois, desde a chegada do SoftBank. O banco asiático tem posturas bem agressivas no mercado.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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