Quem será a ‘Regina’ cloroquina? Tá fácil!

  • por | publicado: 15/05/2020 - 16:03

Na posse (17 de abril) do ministro Nelson Teich, Bolsonaro pediu que ele buscasse alternativa para poupar vidas, mas olhando para os empregos. Ou seja, pondo fim ao isolamento social – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Jair Bolsonaro, o “chefe”, quer um ministro da Saúde aplicando, em escala e de forma ampla, o receituário da hidroxicloroquina (cloroquina) contra pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Então, o médico Nelson Teich, assumiu dia 17 de abril e saiu nesta sexta (15/05) por desobediência. Portanto, 29 dias. Contudo, descontados dias da posse e saída e dois feriados (21 de abril e 1º de maio), foram 25 dias de trabalho. E, por fim, se descansou os sábados e os domingos, restaram 19 dias de dedicação e tendo que administrar discordâncias com o presidente.

Mas, ao substituir ao médico Luiz Henrique Mandetta, estava claro que Teich dificilmente assumiria integralmente a ordem de Bolsonaro. Ou seja, uso do novo volume de cloroquina que comprado na Índia contra a Covid.

Cloroquina tem candidatos de sobra

No dia da escolha de Teich, ALÉM DO FATO fez uma apresentação sucinta (abaixo) daqueles tidos, então, como pré-candidatos à sucessão de Mandetta.

Um destes, por sinal, o deputado federal (médico) Osmar Terra (MDB-RS), apareceu, quarta-feira (13/05), em debate na CNN Brasil sobre Covid-19. Confrontando, então, com o ex-governador (médico) Geraldo Alkmin (PSDB-SP), Terra demonstrou total “alinhamento” ao presidente. O deputado gaúcho foi ministro da Cidadania de Terra é, ou seja, alinhado antigo ao Planalto.

Outro nome que permanece forte para a Saúde é o da imunologista Nise Yamaguchi. A exemplo de Terra, se apresenta defensora da medicação com a cloroquina em todos os estágios dos pacientes. Portanto, do doente inicial ao terminal.

A expressão ‘Regina‘ está na matéria do link abaixo.

Opções de Bolsonaro na lista de abril

No dia 16 de abril, o presidente Bolsonaro tinha a seguinte lista de candidatos:

  • ANTÔNIO BARRA TORRES – médico; ex-diretor do Centro de Perícias Médicas da Marinha, do Rio; cursou gestão em saúde no Instituto Coppead de Pós-Graduação da UFRJ; atual presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); militar da reserva (contra-almirante) da Marinha; questiona o isolamento social;
  • CLÁUDIO LUIZ LOTTENBERG – oftalmologista, empresário e presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein; filiado ao DEM, mas ligado ao governador João Dória (PSDB), como preside o Lide Saúde (do Grupo Lide, de Dória);
  • JOÃO GABBARDO DOS REIS – pediatra, funcionário público (concursado aos 18 anos) de carreira; médico nas redes públicas municipal, estadual e federal, maratonista ativo; atual secretário-executivo do Ministério da Saúde (o Nº 2), indicado pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS); em 2006, sucedeu Terra como secretário da Saúde do Rio Grande Sul; quando ministro da Cidadania, Terra nomeou a mulher de Gabbardo, Sabine Breton Baisch, Gerente de Projetos no Ministério da Cidadania (foi exonerada, janeiro/2020, após denúncias de nepotismo); na coletiva de ontem (15/04), ao lado de Mandetta, Gabbardo declarou que não aceitaria substituí-lo;
  • LUDHMILA ABRAHÃO HAJJAR – cardiologista; diretora de Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia; apoiada pelo cirurgião geral Antonio Luiz Macedo, que trata de Bolsonaro desde o atentado durante o comício político, em 7 de setembro, em Juiz de Fora (MG), na campanha de 2018;
  • MARCELO QUEIROGA – cardiologista; consultor do Bolsonaro durante a campanha de 2018. Amigo do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente e constantemente citado de ser ligado às milícias do Rio (organizações criminosas de policiais PMs e Civil e do Corpo de Bombeiros);
  • MARIA INEZ GADELLA – oncologista da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde;
  • NELSON TEICH – oncologista e empresário (Clínicas Oncológicas Integradas – COI); ligado aos empresários da saúde; foi consultor de Bolsonaro na campanha de 2018;
  • NISE YAMAGUCHI – médica, imunologista (pioneira na humanização e integração médico-paciente); do Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro foi internado após o atentado de 2018; defensora da medicação com a hidroxicloroquina (cloroquina) para tratamento da Covid-19, mesmo em pacientes com início da infecção, não apenas em terminais;
  • OSMAR TERRA – deputado MDB-RS e oncologista; ex-secretário da Saúde do RS; negacionista da pandemia do novo coronavírus (Covid-19); ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro;
  • OTÁVIO BERWANGER – cardiologista e do quadro de relacionados ao Albert Einstein; foi chamado por Bolsonaro para reuniões sobre a pandemia;
  • ROBERTO KALIL FILHO – cardiologista; médico dos então presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer; fundador do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio Libanês; e, adepto da medicação da hidroxicloroquina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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