Glenn vai ao Roda Viva e pode revelar novas conversas de Moro

Jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, é o entrevistado de hoje à noite do programa Roda Viva, da TV Cultura. Foto - Agência Brasil

Jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, é o entrevistado de hoje à noite do programa Roda Viva, da TV Cultura. Foto - Agência Brasil

Apreensão em Brasília, mais precisamente no Ministério da Justiça. O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, participa hoje à noite, às 22h, do programa Roda Viva, da TV Cultura, e promete revelar novas conversas nada republicanas entre integrantes da operação Lava Jato. O receio é que venham a público novos fatos envolvendo o ministro Sérgio Moro.

Desde 9 de junho, o The Intercept Brasil, em parceria com outros importantes veículos de comunicação, como a revista Veja, Folha de S. Paulo, El País, Uol, entre outros, vem divulgando arquivos de conversas privadas no Telegram de procuradores da força-tarefa Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro.

Numa das últimas matérias da “Vaza Jato”, como vem sendo chamada a divulgação das mensagens trocadas entre os procuradores da operação no Telegram, procuradores da Lava Jato ironizaram a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e o luto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, que perdeu um irmão e um neto, Arthur, de 7 anos de idade.

O que revelaram algumas reportagens publicadas até hoje:

  • Deltan incentivou cerco a Dias Toffoli – procurador sugeriu uma investigações sobre o atual presidente do STF e também sobre o escritório de advocacia de sua mulher em 2016. (Folha de S. Paulo)
  • Deltan usou partido político para mover ação contra Gilmar Mendes no STF – chefe da Lava Jato usou o partido Rede Sustentabilidade, por meio do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), como meio de extrapolar suas atribuições e propor uma ação no STF contra o ministro Gilmar Mendes em 2018. (UOL)
  • Lava Jato driblou lei para ter acesso a dados da Receita – Diálogos mostraram que, ao longo dos anos, procuradores da Lava Jato contornaram limites legais para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal em diferentes ocasiões. (Folha de S. Paulo)
  • Deltan mudou contratos de palestras e filantropia ficou de lado – desde que começou a atuar na Lava Jato, em 2016, palestras feitas por Deltan Dallagnol chegaram a 1 milhão de reais. Ao longo do tempo ele deixou de aplicar os recursos apenas para filantropia e ações anticorrupção.
  • “Não é muito tempo sem operação” – Em troca de mensagens, Moro sugeriu ao procurador Deltan que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou ao menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal. (The Intercept)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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