Pedidos de intervenção e de prorrogação abrem guerra no MDB mineiro

Newton Cardoso preside o MDB mineiro e é secretário-geral nacional, foto Roque de Sá, Agência Senado

Com a proximidade das eleições de 2022, as recorrentes crises internas no MDB mineiro viraram confronto entre seus segmentos. As bancadas estadual e federal entraram com pedido, junto à direção nacional, de intervenção no diretório mineiro para trocar a atual direção. A regional do partido é presidida pelo deputado federal Newton Cardoso Jr., que também é secretário geral nacional do partido.

A bancada estadual é formada por seis deputados: Celise Laviola, Douglas Melo, João Magalhães, Leonídio Bouças, Tadeu Leite e Thiago Cota. A federal possui quatro, além de Newton: Mauro Lopes, Fábio Ramalho e Hercílio Diniz. Os deputados argumentam que o partido está sem rumos em Minas e questionam até os critérios de distribuição do fundo partidário.

Se não for aprovada a intervenção, alguns admitem até mudar de legenda para disputar a reeleição no ano que vem, convencidos de que, com a atual gestão, correriam risco de derrota. A situação de Newton foi agravada depois que ele apoiou o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), em desfavor do candidato de seu partido, Baleia Rossi (SP).

“Querem tomar de assalto o partido”, acusa Newton

Contra essa articulação, o presidente estadual enviou ofício aos membros da executiva nacional solicitando a prorrogação do mandato do atual diretório. A renovação por mais um ano da maioria dos atuais diretórios estaduais deverá ser feita em todo o país.

Newton Cardoso argumenta, no ofício de 63 páginas, que saneou as finanças do partido, antes afetadas, segundo ele, por más gestões. Disse que tem o apoio da maioria de 40 dos 71 membros votantes e que “forças ocultas” tentam mudar os rumos da legenda. Ao destacar que o partido conquistou o maior número de prefeituras em Minas, nas eleições do ano passado, afirmou que o partido virou espécie de “noiva” nas eleições estaduais de 2022. “Agora que temos recursos, eles querem tomar de assalto o MDB”, acusa Newton. Ele refere-se ao fato de que o partido havia ficado nove meses sem fundo partidário. “Hoje, as contas estão em dia”.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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