Zema tem reforço de caixa e já pode anunciar quitação para servidores

Governador Zema conversou recentemente com o ministro Paulo Guedes sobre situação financeira de Minas. Foto - Ministério da Economia

Zema falou, por telefone, com o ministro Paulo Guedes, mas não obteve sucesso, foto (de março deste ano) Ministério da Economia

Minas registra melhoria na arrecadação estadual apesar da pandemia. Em meio a essa crise fiscal e sanitária, com 14 mil mortes no país e mais de 130 em Minas, não deixa de ser uma boa notícia do ponto de vista da economia. A mesma que muita gente quer fazer rivalizar e colocar contra os cuidados com a saúde, como se uma e outra fossem antagônicas.

O fato é que a queda da receita de Minas, em maio, deve ser menos expressiva que o previsto, contrariando as previsões, a julgar pelos primeiros números registrados. O secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa, havia alarmado, antes, com prejuízo de R$ 2,2 bilhões. Com isso, o governador Romeu Zema (Novo) poderá anunciar a escala tão esperada sobre o pagamento do funcionalismo. Nesta sexta (15), recebem apenas os servidores da segurança e da saúde.

Abril teve queda de R$ 1,2 bilhão

Em abril, o impacto negativo na receita foi de R$ 1,2 bilhão refletindo a atividade econômica do mês de março. Naquele mês, a paralisação da atividade econômica começou a partir do dia 20. Esperava-se que, a de agora, seria pior porque o mês de abril inteiro foi de isolamento social e fechamento do comércio.

Por isso, o secretário da Fazenda dizia que não teria como pagar o funcionalismo neste mês e que não teria recursos extras como os R$ 750 milhões de abril. Esses foram resultados de uma negociação bem-sucedida de créditos oriundos de trabalhos fiscais.

Maio: queda menor e ganho extra

Mas duas novidades surgiram aí. Os primeiros números registrados no mês de maio, apontam desempenho da arrecadação bem acima do previsto. O indicativo é que a arrecadação da receita própria, em maio, atingiu R$ 2,410 bilhões na primeira quinzena, quase R$ 200 milhões a mais do que a do mês passado no mesmo período.

Com o esforço e empenho da área fiscal do Estado, a expectativa é de que os valores sejam R$ 1 bilhão a mais do que foi maio do ano passado. Somado a isso, existem outros R$ 750 milhões extras, novamente. Desta vez, por conta da aprovação, para este mês, a título de auxílio, pelo Congresso Nacional por conta da queda de receita na pandemia. Zema ainda aguarda compra dos créditos do nióbio pelo Governo federal. Seriam mais cerca de R$ 5 bilhões.

Lições da crise

De acordo com o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita de Minas (Sindifisco-MG), Marco Couto, o resultado vai permitir a quitação dos salários do funcionalismo dentro do mês.

Na avaliação do dirigente, fica aí também mais uma lição e experiência sobre a solução dos problemas econômicos do Estado. Ou seja, não passa pela venda de estatais, de patrimônio, só de aperto fiscal, mas pela valorização efetiva do fisco, da receita própria.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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