Bolsonaro joga para Onyx culpa na promessa dos R$ 600

  • por | publicado: 23/04/2020 - 15:23 | atualizado: 24/04/2020 - 00:59

Presidente Bolsonaro desautorizou o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, aliado seu desde o início da campanha em 2018. Fato é que Onyx perde prestígio a cada dia - Foto: Redes Sociais

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, foi desautorizado, nesta quinta (23/04), pelo presidente Jair Bolsonaro. O imbróglio é com a questão da antecipação da segunda parcela, de R$ 600, do auxílio emergencial. O presidente negou que tivesse prometido. O Governo não vai mais antecipar.

Ontem, o Governo anunciou que não tinha caixa e, portanto, a promessa ficaria no vazio. A negativa, de Bolsonaro, primeiro, foi em sua conta Facebook. “Um ministro anunciou sem estar autorizado que iria antecipar a segunda parcela”, escreveu. O tal anúncio, foi na segunda (20), que reuniu Onux e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Nada foi cancelado. Um ministro anunciou sem estar autorizado, que iria antecipar a segunda parcela. Primeiro se deve pagar a todos a primeira parcela, depois o dinheiro depende de crédito suplementar já que ultrapassou em quase 10 milhões o número de requerentes. Tudo será pago no planejado pela Caixa“, alongou Bolsonaro.

O Ministério da Cidadania, em nota divulgada ontem, à noite, apontava, advertências da Controladoria Geral da União (CGU). A CGU identificava, por exemplo, impedimentos legais para o Governo solicitar suplementação orçamentária.

Onyx ajudou a fritar Mandetta

Quando já havia sido retirado da Casa Civil, Onyx incentivou a demissão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, do Ministério da Saúde. Ele articulou com o sucessor na Casa Civil o general Braga Neto, contra o ex-ministro.

Antes, contudo, de sair da Casa Civil, Onyx experimentou do amargo sabor da política do esvaziamento. Sob seu comando, aquele ministério perdeu, por exemplo, a titularidade do Programa de Parceria de Investimentos (PPI). O PPI envolve a iniciativa privada e foi entregue ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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