Brasília estreia dia 1º ônibus com portas nas duas laterais

  • por | publicado: 15/12/2019 - 07:23

Ônibus urbanos com portas nas duas laterais entram em circulação em Brasília a partir do dia 1º de janeiro - Foto Cleber Júnior/SemobDF/Divulgação

A partir de 1º de janeiro, Brasília (DF) iniciará a circulação de ônibus urbanos com portas nas duas laterais. A Secretaria de Mobilidade informou, na sexta (13/12), que a capital federal terá frota inicial de 160 com desses coletivos. A circulação começará pelo corredor Estrada Parque Taguatinga (EPTG), utilizando faixa exclusiva, atendendo até 56 mil passageiros/dia.

Com esse modelo de coletivos, de acordo com comunicado daquele órgão, será possível, portanto, a utilização de paradas especiais construídas há mais tempo. Pelos cálculos da Secretaria de Mobilidade do DF os veículos com portas nas duas laterais circularão em corredor com potencial diário de 65 mil passageiros.

O transporte coletivo no DF é gerida pelo Sistema de Transporte Público Coletivo do DF (STPC/DF). Este órgão destaca, em comunicado, que os novos coletivos são parte do programa de renovação da frota no DF. Para este ano, portanto, está prevista a colocação em circulação de 728 novos veículos. Mas, a meta é mais arrojada: chegar nas 2.400 unidades.

Mas, ônibus de Brasília tem deficiências

Contudo, se por um lado, o STPC pode comemorar a chegada do modelo novo de ônibus de Brasília, por outro está em débito com a fiscalização. Isto porque ainda não sanou irregularidades apontadas em auditoria do Tribunal de Contas do DF (TCDF), em divulgado em 24 de junho último. Abrange as modalidades ônibus e metrô com avaliações em: serviços confiável e regular; atendimento à população de forma satisfatória; e, se os investimentos período 2009-14 asseguraram serviços adequados aos usuários.

Aquela auditoria do TCDF envolveu as Secretarias de Transportes (STDF) e de Transporte Urbano (DFTrans) e a Companhia do Metropolitano (Metrô DF). O objetivo, portanto, era uma varredura na prestação de serviço do STPC/DF. Assim, foram apontados os “seguintes achados”:

  • 1. Modelo operacional do STPC/DF em desacordo com as diretrizes da Concorrência nº 1/2011-ST e do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal e Entorno – PDTU;
  • 2. Gestão econômico-financeira realizada à margem da legislação;
  • 3. Limitação dos sistemas informatizados de gestão e fiscalização do transporte público de passageiros;
  • 4. Integração física, tarifária e operacional incipiente;
  • 5. Paralisações recorrentes da prestação de serviços;
  • 6. Ausência de aferição e acompanhamento do desempenho das empresas operadoras do STPC/DF;
  • 7. Fiscalização insuficiente do transporte público de passageiros;
  • 8. Gestão deficiente dos pontos de embarque e desembarque de passageiros;
  • 9. Acessibilidade precária nas paradas de ônibus, estações de metrô e veículos não vinculados à Concorrência nº 01/2011 – ST;
  • 10. Precariedade das informações prestadas aos usuários; e
  • 11. Controle insuficiente dos investimentos realizados pelas empresas operadoras do STPC/DF.

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