Pode ‘Jair’ se acostumando, diz ministro: 1 dólar será igual a 5 reais

  • por | publicado: 26/11/2019 - 20:31 | atualizado: 27/11/2019 - 19:07

Nota R$ 5 pode ser a nova nota de U$ 1; Paulo Guedes acha bom, foto Wilson Dias/Agência Brasil

O dólar manteve a trajetória de alta nesta 3ª feira (26). Às 11h31m, a moeda chegou a R$4,26 e bateu novo recorde nominal. Um dia antes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que “é bom se acostumar com o câmbio mais alto e juro mais baixo por um bom tempo”. A declaração foi feira durante o Fórum de CEOs Brasil-EUA. Daqui a pouco, a nota de U$1 será uma nota de R$ 5.

“Vai ser ótimo que o dólar chegue a R$ 5, porque eu vou reduzir dramaticamente a dívida interna”, disse ele. Falou também que poderia vender reservas em uma hipotética crise. “Não tenho medo”.

Mesmo com duas intervenções do Banco Central, o dólar foi a R$ 4,24. O ministro disse que não vê “problema nenhum” com o câmbio mais elevado. Para ele, isso é reflexo da nova política e enxerga uma relação com a queda nos juros e na inflação.

Bolsonaro pede diferente: espera que caia

Para ele, o aumento do dólar e a queda nos juros diminuem a atratividade do Brasil para o investidor a curto prazo. “O financista que ganhava dinheiro no diferencial de juros não faz falta para nós”, afirmou. O câmbio se valorizaria com o ingresso de investimentos no país.

Ao comentar a possibilidade, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que que as declarações de Paulo Guedes já estão feitas. No entanto, torce que a moeda caia.

Até o salário mínimo caiu

O salário mínimo para o próximo ano ficará em R$ 1.031. O valor representa redução de R$ 8 em relação ao projeto de lei do Orçamento Geral da União do próximo ano, que previa mínimo de R$ 1.039 para o próximo ano. O novo valor do mínimo consta de mensagem modificativa do Orçamento de 2020 enviada nesta terça (26) pelo governo ao Congresso Nacional.

Atuação de Bolsonaro na segurança e na economia é desaprovada pela população

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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