CDL acusa BH de fechar 7 mil empresas com maior quarentena do mundo

Marcelo de Souza e Silva avalia a reabertura do comércio em BH, reprodução vídeo CDL/BH

Ao recorrer ao Ministério Público de Minas pela reabertura do comércio, o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, acusou a capital mineira de fazer a maior quarentena do mundo. “Belo Horizonte está vivendo a maior quarentena do mundo. Mais de 7 mil empresas já foram fechadas. Oficialmente, mais de 25 mil trabalhadores já perderam seus empregos. Provavelmente, estes números são muito maiores. O comércio não suporta mais esse sacrifício”, alertou, nessa segunda (10), o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte.

De acordo com ele, a população belo-horizontina fez a sua parte e respeitou o “maior período de quarentena do mundo” no combate ao coronavírus. Na avaliação dele, o setor de comércio e serviços foi o que mais se sacrificou e permaneceu quase 150 dias fechado. “Importante destacar que o setor de comércio e serviços representa 72% do PIB do município de Belo Horizonte. Isso correspondente a 88,4% da atividade econômica da capital, gerando 83,5% dos empregos”, pontuou ao advertir para riscos de novo fechamento.

Riscos de danos irreparáveis

“Determinar novamente o fechamento das atividades ocasionará um dano de difícil reparação para a população do município. E repercute diretamente na sobrevivência de milhares de famílias que dependem direta e indiretamente deste setor. Assim, pelo presente instrumento, a CDL/BH vem, respeitosamente perante V.S.ª, requerer a manutenção do plano de reabertura do comércio adotado pelo município de Belo Horizonte”, apontou Souza e Silva.

Entidade não quer o ‘Minas Consciente’

Ele reconheceu que o plano da capital está baseado em critérios técnicos e científicos que garantem a proteção à saúde da população local. Com isso, considera desnecessária a adesão da capital ao programa do governo estadual chamado “Minas Consciente”.

No ofício enviado ao procurador geral de Justiça, Sérgio Tonet, a CDL/BH solicita que o comércio da capital possa permanecer aberto. A entidade entende que não é necessário neste momento que Belo Horizonte faça a adesão ao Minas Consciente. “Uma vez que esta medida pode paralisar o processo de reabertura do comércio iniciada nesta semana na capital”.

Dois fatores seriam favoráveis

Segundo a CDL/BH, dois fatos devem ser levados em consideração na análise do Ministério Público. Primeiro, a Prefeitura de Belo Horizonte decidiu incluir os leitos de UTI da rede suplementar para o tratamento da Covid-19. “Por causa dessa medida, que já deveria ter sido tomada há mais tempo, os índices de ocupação de leitos de UTI estão em queda e devem continuar caindo”, disse Marcelo de Souza e Silva.

Por outro lado, o Número Médio de Transmissão por Infectado (RT) da cidade está em permanente queda. O dirigente acentuou que, durante o período em que o comércio da cidade esteve aberto, esse índice não teve alteração. “Em 22 de maio, este índice estava em 1,09. No dia 26 de junho, quando a prefeitura decidiu fechar o comércio novamente, o índice permanecia em 1,09, ou seja, o comércio aberto não aumentou a taxa de contaminação”, afirmou.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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